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A INFINITUDE DO AMOR - Satsang

A INFINITUDE DO AMOR


[Esse que vai ver o futebol ou o criquet, ele não é real, mas eu dou lugar para o que não é, porque tenho que dar lugar para o que não é, né?]

Não é real, porque aqui a definição de REAL é AQUILO QUE NÃO MUDA.

É uma forma de expressar. Isso que se diz não ser real é a parte mutável do infinito Real.

Tem lugar para tudo, não é assim mesmo?

É só amor na sua infinitude, é só amor. Não é porque existe um alguém que tem que dar lugar para as coisas...

Apenas é um amor imenso em que isso também pode.

[Por que excluir, né?]

Por que não? O amor não exclui nada. E aí eu vou te pedir agora para investigar quem é que quer saber por que é que eu tenho que dar lugar para o que é comumente chamado de realidade. Veja essa questão emanada aí dentro. Veja de onde vem essa questão, como eu ainda quero ser só Deus e a Pura Presença e eliminar aquilo que é chamado de realidade, perceba. Estou te falando que é cada vez mais sutil. Perceba uma dualidade, ainda muito sutil acontecendo.

E a compaixão desce para o coração: “ok, e por que não?”, como diz Nilton, “por que não?”.

E eu gosto muito de uma forma de olhar para isso, que é a própria Consciência penetrando no

aparente irreal.

Esse foi um dos maiores insights que tivemos aqui, essa compaixão imensa!

“Mas por que essa realidade, mas porque tanta loucura, mas por que?”


É que a Consciência também penetra aí.

“Mas por que a sombra, mas por que o tal ego se debate?”

Porque a Consciência penetra aí também.

[Ela não quer deixar nada fora].

Nada, nada, absolutamente, nada. Todos são meus filhos amados.

[Nesse sentido somos co-criadores com Deus].

Eu acho que eu sou é Deus mesmo, co-co nada.

Esse é o símbolo de Daniel e os leões, ele não foi devorado, porque era tudo ilusão não era

realidade, e ainda assim ele estava lá. É lindo isso.

Como a gente gosta de fazer pequenos mitos, não foi à toa. Claro que foi, que não tem sentido, e isso também é irreal. Mas a gente gosta de inventar e fazer pequenos mitos. E esse pequeno mito aponta para a Verdade. Então, está ok.

[Engraçado, durante muito tempo eu tive uma ideia, de que a compaixão era só quando a gente

olhava achando que era o outro. Agora a gente vê que não. Compaixão é aqui, né?].

E em primeiro lugar. E muita compaixão, bastante. Muita compaixão, porque a sombra vai

aparecer, quanto mais espaço ela vai tendo, mais ela vai aparecendo, e aí está a compaixão. Quando vem uma grande emoção, lembre-se de Buda: vai passar. Impermanência. Isso vai se aprofundando, essa certeza vai se aprofundando.

E, volta e meia, pergunte a si mesmo: eu estou seguindo a mente ou estou escolhendo a Pura

Presença? Eu estou seguindo os pequenos confortos da mente, ou eu estou na Pura Presença?

Mesmo no conforto ou no desconforto...

Quando há escolha, “eu quero conforto, eu não quero a dor, não quero a má vibração, não quero

medo”, então estou escolhendo com a mente, separando. Isso também faz parte.

Agarre com muito cuidado e com muito afinco, abra-se nesse reconhecimento.

[Então, é certo eu ficar com uma tensão na Pura Presença o tempo todo?].

Nada permanece o tempo todo...

Você percebe que é assim que está acontecendo em determinado momento, desse ponto que já é Percepção, Observação.

Senão, vai aparecer o fazedor de novo: “Ah, então tenho que fazer assim, tenho que ficar com um tanto da atenção aqui e outra lá.”

Não. Não como uma conclusão, mas como um reconhecer. Perceba que já é assim.

[E a gente quer achar uma formulazinha].

É isso aí. É o controlador. Pega o modelo e agora aplica. E não percebe que o modelo é sempre de ontem e não funciona hoje. A eterna novidade de cada momento. É infinito, não só no espaço, como no tempo também. É novo a cada momento, é infinitamente fresco e novo a cada momento.

E existe o apego de uma aparente segurança do tipo: “já sei!”. Assim se constroem os modelos. O convite é olhar o todo, e reconhecer que já está acontecendo. Porque se você tiver que fazer, não vai funcionar, e aí você vai falar: “poxa, perdi, tem que meditar mais, me purificar mais, não está funcionando”. E ainda se sente culpada. Esse é o ponto grave.

Já é! Ou se reconhece que já é, ou o fazedor-controlador vai aparecer volta e meia. Então, se você quiser meditar, se você quiser perdoar, se você quiser agradecer, ok, mas quem é que está

perdoando, agradecendo, meditando é um evento acontecendo dentro do todo que eu já sou.


~ Satsang com Veetshish Om e amigxs em Floripa 2015


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