• Veetshish Om e amigos

EU NÃO FAÇO POR MENOS: EU SÓ ACEITO O ETERNO E O INFINITO!

EU NÃO FAÇO POR MENOS: EU SÓ ACEITO O ETERNO E O INFINITO


Participante: E quando o corpo está no estado de sono, nem nesse momento

a mente para?


Veet: Olha que bacana, você me trouxe um outro ponto que trata dos três

estados: o de vigília, que é no qual estamos funcionando; o de sonhos, que

tem um jogo aí de imagens, um mundo sendo formado dentro da mente; e o

sono profundo sem sonhos. Aí a mente está quieta, aí não tem eu, não tem

mundo, não tem nada. E ainda assim algo ali quando desperta fala: “Nossa,

dormi tão bem, descansei profundamente, fui longe”. Na verdade, você foi

de volta para você mesmo. Na verdade, você foi mais próximo do que nunca

de você mesmo.

Eis aí o convite para esse estado de sono profundo sem sonhos vivenciado

agora na vigília. É conhecido na Índia como o quarto estado, que é conhecido

também como Sahaja Samadhi. Tem uns tipos de samadhis. As técnicas

levam para estados de êxtase, são samadhis. Só que eu os perco. E, portanto,

não me interessa! Quando eu percebi isso, algo aqui desabrochou tão lindo:

eu não faço por menos eu só aceito o eterno e o infinito! Se é eterno e

infinito, eu não posso perder, tem que estar agora. Se está passando e está

perdendo não é. E aí eu descobri Satsang.

Aí Satsang veio até mim, porque é uma graça Satsang vir até nós. E mais

graça ainda é em Satsang você ouvir Satsang. Ouvir aqui dentro (no coração)

o Satsang.

A gente senta junto em celebração, em comunhão. “Quando dois ou mais lá

estiverem em meu nome Eu lá estarei”.

Existe uma profundidade, uma densificação. Chegando aí, fica de molho.

Bateu uma ondinha, fica de molho. Deixa vibrar no DNA, nas células, nos

ossos, porque não é apenas entender, há que incorporar. Há que se fazer

“carne“. E aqui a gente vai junto celebrar quantas vezes incorporou, mais e

mais.


Participante: Todos os estágios acontecem sempre?


Veet: Em vigília, se eu prestar atenção, tem sonhos e devaneios, e se eu

prestar atenção direitinho, o Silêncio e a Pura Presença estão aí. Justo agora

já tem todos os 3 estados. Eles ficam mais marcantes para a mente, que é

dualista e separada: “ah, agora estou acordado”;“ah, agora estou sonhando”.

E depois que eu acordo: “nossa, estava no sono sem sonhos”.

Mas se eu prestar atenção, os três estados estão aqui e agora.

Tem um devaneio acontecendo, tem esse estado de vigília onde a atenção

escuta palavras, pensa e toma conta. E tem essa Pura Presença sem imagem,

sem começo e sem fim, sem forma. Pura Consciência, Presença, Bemaventurança,

descanso nesse exato momento.

A pergunta quem sou eu, do Ramana, é a inquirição para se ir familiarizando

mais e mais e se entregando mais e mais a esse Sem Forma, sem tempo nem

espaço, que percebe o tempo se desenrolando, que percebe o espaço e as

formas e ele mesmo sem forma e sem espaço, sem tempo: o Puro Absoluto.

Participante: À medida que eu experimento mais o silêncio, muda muito o

meu biorritmo. E em outros momentos isso me assustou muito. Por exemplo:

acordar em horários totalmente absurdos. Eu tenho uma certa facilidade,

dependendo do que está acontecendo, de ficar em euforia muito intensa por

causa dessa energia, e isso de alguma forma me segura. É como seu eu fosse

perder a noção do bom senso.

Mas nesse momento parece que não estou lutando contra isso e, ao mesmo

tempo que eu não luto, parece que a coisa é assim. E tem horas que o

coração parece estar o tempo todo com uma escola de samba dentro. Hoje

eu consigo ficar mais na aceitação, mas às vezes é um pouco complicado.

Veet: É isso mesmo, o corpo vai reajustando algumas coisas que talvez

estivessem sufocadas, bitoladas aí dentro. Exatamente por essa aceitação

amorosa plena do que é, vêm coisas lá do fundo do poço e às vezes vêm

assombrações muito grandes. Aqui não serve aquela imagem do Buda

sentado bonitinho em êxtase ou em tranquilidade. Pois também existem

todas as sombras, todas as loucuras, todas as neuroses e as euforias. O

convite é: tudo cabe dentro Disso.

E o que quer que seja que venha é bem-vindo.

Às vezes o que vem é forte e me toma. Na Índia, a gente chama isso de

vasanas. Vem e toma mesmo. Às vezes eu expresso, às vezes eu vejo

surgindo, mas no silêncio vai embora e eu vejo que também é passageiro

dentro de algo que não muda nunca.

É a “Consciência de...“: eu vi que eu estava eufórico; eu vi que o coração

disparou; eu vi que aconteceu um biorritmo que muda, o corpo que reajusta”

– e pode ser que demore essa vida inteira para ajustar.

Pode ser que o corpo reajuste e fique assim flutuando nas nuvens por aí. Mas

isso pode se tornar uma sedução para a mente: “ohhh, vai ficar bom!” Não,

gente, não tem nenhuma garantia de que vai ficar bom! (risadas...)

Claro, vão ter momentos gloriosos, como vocês nunca tiveram antes, talvez,

porque vocês nunca se permitiram realmente um prazer, um prazer às vezes

de êxtases maravilhosos, vindo do nada. Mas também dores e assombrações

e neuroses e sombras profundas também, vindas do nada. E sabe o que é o

mais lindo? Tudo passa e tem algo nisso tudo que não muda! Está sendo

observado, a Consciência está aí: quem sou eu em todas as horas. Eu tenho

que treinar enquanto eu estou são, porque quando vem a loucura - seja de

um êxtase ou seja de uma sombra intensa - veja que não é muito diferente

uma sombra de um grande êxtase.

Eu percebi isso.

Um grande êxtase dá um ahh muito grande que me toma e é uma alegria,

uma euforia, e eu me esqueço que eu sou a Consciência. Então, enquanto

está tudo mais suave, vamos investigando: olha a Consciência sendo

consciente do que quer que seja. Porque, quando vierem as vasanas,

o êxtase, ainda assim a Consciência vai estar aí se anunciando.

Então você não terá mais duvidas que sim, que você está iluminado,

porque o que quer que seja que aconteça a Consciência é minha natureza

que não muda.

E que Consciência é essa, cadê ela? Onde ela se localiza?


Participante: Ela só é!


Veet: Você percebe que a distância desse corpo aqui para esse corpo aí é de

um metro e meio? E a distância da Consciência para esse corpo aqui? Isso

aqui está dentro da Consciência como isso aí está dentro também. Como essa

flor. Tudo dentro da Consciência, tudo é Consciência.

E isso é o olhar mais bacana do que o de raio-x do super-homem; que não é

visto com esses olhos, que não tem começo nem fim, tudo dentro do aqui e

agora.

Tudo é a Consciência!


Satsang com Veetshish Om e amigxs em Floripa-SC


transcrição Sunita






0 visualização
  • Black Facebook Icon
  • Black YouTube Icon

© 2020 Veetshish Om - Todos os direitos reservados.