• Veetshish Om e amigos

O amor pela Verdade Imutável acolhe tudo!

Pergunta - Quando surgiu o “tsunami”, o evento cheio de energia que me captura, fiquei observando influenciando pelo Satsang.

Minha pergunta é esta: você foca, contrai naquilo, experimenta profundamente, vivenciando os dois aspectos: você como a presença e você como aquilo que está passando também ou você expande e olha aquilo de um outro lugar ou as duas coisas?


Veet - Tem alguns momentos que parece que são mágicos. Quando eu percebo algo vindo, uma angústia, uma ansiedade eu digo: poxa isso não é meu, isso não sou eu! Tem hora que é mágico e imediatamente se dissolve na perceptividade desse reconhecer-Se, que às vezes é mental mesmo, dizendo “isso não sou eu, isso é um evento acontecendo aqui dentro, uma onda energética emocional me atravessando”.

Ao invés de ficar analisando, racionalizando, ela vem e me atravessa e às vezes é sentida corporalmente, somaticamente e nessa percepção de que não é meu, isso não é eu, o observador disso que está vendo... às vezes magicamente se dissolve. Muitas vezes magicamente se dissolve.

Mas existem outras vasanas, outras energias emocionais, outros programas que te tomam de tal forma que não se resolve assim.  Essa varinha mágica não acontece. E aí é hora de acolhimento, é hora de dizer “ok, seja feita a sua vontade”. E se é para ficar aqui, fica aqui. Mas não mais num processo de inconsciente evitação, de não querer isso de jeito nenhum, pelo contrário. Vem num reconhecer do pacote todo: do que está ocorrendo, de sua inevitabilidade e do desejo de não tê-la. Assim surge um acolhimento.


Perguntador: Também não é um processo de investigar o que e de onde vem, nada disso?


Veet - Você pode investigar, sim, você pode pegar a questão, se for possível no momento intenso. É ótimo! E ainda trazer uma percepção de que têm estruturas por debaixo de uma superficialidade. Talvez você já tenha algum treinamento para ver essa meia dúzia de jogos e questões que são as estruturadoras do ego.

E aí, se quiser aprofundar um pouquinho nisso, tem um livro bacana que se chama Despertar de uma nova consciência do Eckart Tole que fala sobre esses mecanismos dolorosos que se reacendem ciclicamente no ego. É chamado de “corpo de dor” pelo autor. Tem horas que ele adormece e está tudo bem e depois ele reaparece. De repente acontece uma pequena brecha e ele reaparece com uma energia muito grande, o “tsunami”. E aí, se virar com isso é assim mesmo:  parar e ficar olhando e sentindo que está aqui e é como o poeta Rumi fala: é um visitante. Não sei quanto tempo vai ficar, mas é um visitante não é o dono da hospedaria, não é o dono do hotel é só um visitante.


Conversas em Satsang com Veetshish Om e amigxs



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