• Veetshish Om e amigos

O PURO ESPAÇO ONDE TUDO ACONTECE

O PURO ESPAÇO ONDE TUDO ACONTECE


Não tem tesouro mais precioso, não tem néctar que banhe mais o coração,

que aconchegue.

Não sei porque que sai meio desordenado, simplesmente sai. Não há uma

programação da mente, igual a uma palestra que se escolhe o tema e vai

discorrendo e aprofundando.

Apesar de que temas vão surgindo e a gente vai aprofundando.

Quem é o Guru? Para quem eu faço Namastê? Olha a mente falando aí,

comentando coisas que o corpo já faz por si só. Observa o invólucro. Aí já

vem outro ensinamento: primeiro o corpo, olha como ele é observável. Para

um pouco, todo mundo já fez isso, fácil de observar.

Observa agora coisas mais sutis, a emocionalidade, as sensações indo e

vindo. Perceba como isso está grudado no pensamento. Dependendo do tipo

de discurso intelectual, cognitivo, uma emocionalidade surge.

Quando o que é dito bate, eu concordo. Quando há uma questão que eu não

sei muito bem, que a mente acha que é blablablá, há uma contração e a cara

se retorce: está na face, sim.

Isso tudo é percebido.

Agora, há um invólucro ou outro que a mente em si não consegue perceber,

mas o próprio invólucro rege a mente. Invólucro este que a gente chama de

anandamayakosha e se traduz como uma programação que está no corpo,

está na mente, na emoção, no psiquismo, de buscar o prazer e fugir da dor,

buscar a felicidade, o que é bom, e fugir do que é doloroso e incômodo. Aliás,

esse centro terapêutico só funciona por causa disso. Está ok, não é um erro, é

só uma programação. A gente está aqui para perceber essas programações.

Como existe isso tão profundamente, questionar abala todo o paradigma,

todo o sistema. Porque essa tal dessa busca da felicidade é uma das maiores

armadilhas do diabo (risos) ... Ele vai estar sempre dizendo que não é o suficiente;

é para verificar aí dentro: “cara, ainda não cheguei lá!”

Como assim não chegou lá?


Você já é o Buda, agora!

Você já é a Pura Presença iluminada agora!

Não há nada para fazer mais; tira a mochila, você já chegou.

Aí vem uma vozinha lá dentro – e é tão íntima que nem audível é:

”Não...mas espera aí; não é possível, eu, como assim?

” Por isso você é convidado a conversar, se você ainda duvida que você é o Buda.

Assim, coisas vão emergir. Talvez pela primeira vez haja espaço para tudo aparecer.

A Pura Presença é o puro espaço onde tudo acontece, tão amoroso.

Aqui não há escolhas entre o bem e o mal, aqui não há escolhas entre uma

felicidade e um conflito, um desagrado. Aqui cabe tudo. Essas são as palavras

de Cristo: “Vinde a mim todos”. É uma linguagem daquela época, 2000 anos

atrás – “Vinde a mim esses assassinos, os ladrões, as prostitutas,

estupradores. ” Na verdade, é uma linguagem psíquica.

O que há de mais lindo no Cristo é que eu posso lê-lo de várias formas, mas a mais linda é a

mística, onde eu reconheço que a história dele é a minha.


E ele fala isso: somos irmãos, sois Deus - ele fala isso. Sois Deus, você já é o Buda, você não

é outro senão o Puro Ser, se manifestando nessa múltipla forma pessoal. A

pessoalidade é um pedacinho do que você é! Eu não sou um pedacinho de

Deus, não. Eu sou Deus e isso aqui sentado é um pedacinho do que eu sou.

Como que eu faço para reconhecer isso? Observando que o corpo, aqui

sentado, está sendo observado - não pode ser eu! Estou observando: isso é

um objeto!

Auto investigação: eu estou atrás do sujeito que diz “eu”.

Eu é sujeito. No velho truque do psicologismo, da religiosidade, eu sou as

minhas emoções, o meu caráter, o meu comportamento, minha

personalidade. Mas tudo isso também está sendo observado.

Por isso posso dizer que isso daqui é de um jeito ou de outro:

tem uma tendência mais introspectiva ou mais extrovertida,

mais emocional ou mais intelectual e fria, mais centrada, menos oscilatória

ou mais oscilatória, indo de um lado para o outro que nem louco.

E na classificação, busca-se seguir um modelo.

Uma das coisas que Satsang traz de mais maravilhoso é ser aconchegado pela

primeira vez do jeitinho que se é, com as maluquices, neuroses, qualidades e

defeitos; do jeitinho que você é.

Você já é o Buda!

Você já é essa Presença!


Olha aqui e agora – em que outro lugar você está senão no aqui e agora (Isso

o Satyaprem faz muito bem e outros grandes mestres: “Sai do aqui e do

agora que eu quero ver.”)? Vocês já investigaram isso? A gente está falando

de coisas óbvias, e que a gente nunca investigou. A gente vai de roldão,

seguindo a personalidade, o jeitinho de ser, e esse jeitinho nunca é bom o

suficiente segundo as regras. E aí, fica-se tentando lapidar esse jeitinho de

ser. O Allex fala uma coisa divertida: a mecânica conserta o carro, não o

motorista.

Eu fico tentando consertar o motorista achando que o carro vai funcionar

melhor. Como assim?...

Terapia é uma coisa bacana, uma acupuntura dá uma ajustada, um

relaxamento prepara para uma mente que na Índia se diz mais satívica, mais

pronta para ouvir que você já é o Buda. Mais pronta para reconhecer e

assumir de vez “Sim, eu sou o Buda”.

E aí vem uma mente louca - e eu gostaria que você percebesse que a mente é

louca, não a sua especificamente, mas a sua também (risos). Mas a mente,

em si, ela é louca. Insistente, louca mesmo!

O Puro Ser é uma novidade a cada instante! Olha esta flor: simplesmente

sendo, desabrochando nessa forma-maravilha, sem se importar se vai ser

vista ou não. Existem flores que desabrocham no alto de uma montanha

onde jamais um ser humano vai pisar, e ela não se importa. E isso aí, desse

jeitinho que é - esquisito, legal, bacana, atrapalhado - está desabrochando no

mundo.


"Não perca essa oportunidade, reconheça que você é a Pura Presença! É para

isso que a gente veio."


É isso que se diz que é o fim da roda de Samsara.

Quem fica rodando na roda é a mente, querendo coisas - ajustar isso, ajustar

aquilo. Como sair da roda? Reconheça que está sendo reconhecido. Dá para

fazer isso agora? O que quer que seja que esteja passando está bem.

Eu gosto muito de umas meditações guiadas que o Mooji dá: acomode-se do

jeito que você está aí agora, e do jeitinho que você está, o que quer que seja

- se o corpo está tenso ou não está - está ok, acolha. Se a mente está

pensando um monte de coisas ou está silenciosa, tanto faz, acolha. Ou

melhor, reconheça que já está sendo acolhido simplesmente porque já é

assim que está sendo nesse momento. O que lhe importa de verdade se a

mente está silenciosa ou está cheia de barulhos? A metáfora mais bonita

para isso é a da lua; a mente só reflete a luz da Consciência. Essa inteligência

parece ser da mente, mas a mente, na verdade, são só pensamentos

passando. Eles só têm valor porque a minha atenção, a Consciência, vai para

o pensamento e o supervaloriza.

O pensamento em si não tem poder nenhum. Quem dá poder ao

pensamento é a atenção que vai atrás dele. E que importa o pensamento se

eu reconheço o sol que é a fonte que dá a luz para os pensamentos, a

Consciência? Por isso a gente vai estar sentado aqui todos os dias em elegia,

em honra, reconhecendo a Verdade em nome da Verdade pela Verdade,

sendo nós mesmos a Verdade.

E eu não posso fazer isso por vocês, eu sou o dedo apontando a lua, essas

palavras vêm através daqui como um dedo apontando para a lua. Essas

palavras ...nesse momento, são vocês mesmos que precisavam ouvir de fora

o que já está aí dentro. E ressoa aqui no coração, não vamos ficar só aqui na

cabeça.


Satsang com Veetshish Om e amigxs em Floripa/SC 2015


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