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Tudo é seta para isso que 'Você É'!Meditação Não Dual e Satsang com Veetshish Om e amigos

Tudo é seta para isso que 'Você É'! Meditação Não Dual e Satsang com Veetshish Om e amigos
-Transcrição Vania- É uma alegria sentarmos juntos! E o mais importante, mais do que qualquer outra coisa, é dedicar esse espaço de tempo ao olhar profundo da Verdade sobre Ela mesma. Gostaria hoje de começar dizendo em voz alta, convocando: Honra acima de tudo essa infinita Presença do Ser, onde todos os mundos ganham descanso, ganham manifestação, onde todos os mundos permanecem e se desmoronam; Honra a essa clareza que ilumina todos os eventos e todos os fenômenos; Honra a essa clareza que dá o selo ao Ser e a tudo que é e a tudo que existe; Honra a essa Verdade que no coração de cada coisa, de cada pessoa, de cada movimento, de cada respiração dá Vida e Verdade a todas as coisas e fenômenos, pessoas, respiração; Honra a isso que não pode ser visto, nomeado, mas de onde todos os nomes surgem e de onde todas as coisas se tornam visíveis; Total reverência a essa Verdade que arde no fundo de cada um, a Verdadeira identidade, a natureza de cada um; Toda honra a essa força inigualável, senhora de todas as outras energias. (...) Gostaria que vocês reconhecessem na maturidade do coração de vocês que qualquer que seja o evento que estiver acontecendo - inclusive esse deslocar de internet, de local - não seja motivo para que a Verdade que arde no âmago de tudo que É, portanto, no âmago de seu coração, essa Verdade que é a força mesma de todas as manifestações, que é o selo do Ser em tudo que É, que essa Verdade agora honrada acima de tudo faça-nos reconhecer que nenhum evento, nenhum movimento, nenhuma oscilação tem a capacidade de nublar a Verdade. Muito pelo contrário, todas as oscilações e movimentos revelam mais e mais profundamente a multiplicidade das manifestações e das faces disso que está além do dois, além de todas as dualidades.
Nesse momento, então, de novo o convite para que os olhos estejam voltados para a profundidade da Verdade. Essa profundidade da Verdade que dá existência a tudo que há, que seja reconhecida no fundo do seu coração. Seja reconhecida e revelada no fundo de seu coração. Nesse primeiro momento: contemplação, uma contemplação que não é um movimento feito pelos pensamentos. Não é um movimento feito pelos sentimentos. Não é um movimento nem feito pela intenção. O que aqui a gente está chamando de meditação, contemplação nada mais é que a abertura à revelação de selo do Ser presente, a sua própria essência, a essência de tudo que se manifesta. ... Dê um tempo de serenização e aquietamento para que a atenção vá agora indo com muito mais cuidado nesta meditação. Indo de tudo aquilo que chamamos de fenômeno, mutável, passageiro, para isso que é sempre presente e imutável. Essa primazia do imutável, espaço infinito e intocado, onde todos os movimentos surgem e se vão como a metáfora das ondas no oceano, como a metáfora, de novo, do céu azul. Dê-se conta de todos os fenômenos a sua volta através de seus cinco sentidos. Dê-se conta do experienciar que é a experiência dos cinco sentidos: visão, audição, tato, paladar, olfato. Perceba o experienciar sem fim no nosso estado de vigília. Justo aqui, justo agora nesse exato momento, há esse input, esse acontecimento de sons, temperatura, sensações e o próprio pulsar da respiração como uma sensação, um subir e descer do tórax e abdômen, sensações da roupa sobre o corpo, imagens e cores surgindo imediatamente assim que os olhos se abrem e desaparecendo imediatamente no fechar dos olhos. Essa sincronicidade da manifestação que os sentidos, as percepções dos sentidos fazem surgir assim que cada sentido desperta. O som e o ouvir despertam ao mesmo tempo. As formas e luzes e o ver despertam ao mesmo tempo. Contemple a unicidade sincrônica e não separável dos sentidos, das percepções na imediaticidade do agora. Que no fundo dos corações, há a compreensão da Verdade imutável, aonde os fenômenos surgem e se vão. Os fenômenos compostos das percepções dos cinco sentidos em eterna mudança como um rio que flui, nunca parando, imagens, sons, cores, sabores, cheiros, tato, movimentos fazem do rio da manifestação a beleza do imanifesto. Pura Presença Consciência refletindo- se a si mesma em forma, cores e movimentos. Deixe que esse apontamento puro e profundo reverbere em seu coração e verifique se a experiência do viver pode ser assim descrita através desse modelo tradicional e antigo. Contemple.
Contemple som e ouvir. Contemple sentir e o tato, percepção e a sensação da roupa sobre o corpo, corpo na cadeira, na almofada como sensações puras e simples. E, então, nessa meditação os sentidos se abrem, a percepção pura e simples onde os nomes, conceitos, as descrições ficam em suspenso; onde os sentidos agora vão se livrando das lentes dos conceitos, das ideias e das descrições e se tornam um experienciar puro dos cinco sentidos. Um experienciar puro do perceber. Os conceitos que atravessarem, as frases que passarem no nível mental, os pensamentos que surgirem e emergirem são apenas movimentos sutis dentro do mundo dos fenômenos. A função dos sentidos agora também acrescentada de mais uma função, que é a função do pensar. Contemple a função dos cinco sentidos – mais o pensar - na imediaticidade do Agora.


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