Não dualidade - o caminho sem caminho por Veetshish Om

Não dualidade - o caminho sem caminho por Veetshish Om


Existir natural e espontâneo é o que o reconhecimento que a Verdade revela. A atenção extrovertida é colocada nos objetos – coisas, eventos, comportamentos, pensamentos, imaginação, análises. É o mundo do aparentemente múltiplo. Os muitos aparecem na forma exterior para um sujeito observador. Esta primeira aparente separação, fragmentação, nada mais é que o movimento da atenção. Tudo isso se dá espontaneamente.

O um ou o múltiplo são apenas pensares sobre a natural natureza do que é. Sem o pensar, ou antes do pensar, o que é? Estas palavras só surgem para apontar. Uma dica, uma pista para uma revelação, e não palavras para mais informação. A revelação é existencial, a pista é para voltar a atenção para dentro; introversão. Ou pode-se dizer que é uma reversão, que é voltar a atenção para ela mesma. Nada aqui dito é novo. São velhos ensinamentos que convocam de novo o reconhecer-se. É um convite e uma exortação. Ainda que ancestral, só pode ser atendido agora. E por isso é eternamente novo. O reconhecimento começa de onde se está: este aparente sujeito para quem o mundo acontece, a vida se desenrola. Aqui se encontram entrelaçados três características que serão investigadas: um ser, aquele que inegavelmente é e sabe que é. Saber-se sendo é inexpugnável. Ninguém te tira, e todos obviamente o sabem! Tudo é energia, e energia nada mais é que uma manifestação em movimento. O movimento é espontâneo. Numa linguagem religiosa, movimento é uma qualidade de Deus: Onipotência. Todo e qualquer movimento é, ele mesmo, o Divino. Pode-se aparentar haver um fazedor: simples aparência, como o azul do céu, a cor do mar, um arco-íris. Este sujeito aparente toma-se como separado, autossuficiente, existente em si mesmo. É a impressão, o selo da consciência no indivíduo. Nada há que não carregue a marca do saber-se. Quaisquer que sejam as experiências, quem as experiência? Este aparente alguém, ele mesmo é uma experiência ocorrendo no vasto campo espacial do reconhecer. Reconhecer que é. Onisciência. Outra qualidade do Todo que pode ser dita por este que aparentemente é separado. Um ponto de vista. Maturidade espiritual permite que se investigue profundamente a ponto de reconhecer que qualquer ponto de vista é um ângulo que se sabe. Sabe que é apenas um ângulo. Isso é “dar um passo atrás”. ​ Onipresença: é o apontamento da inexistência de outro momento Real que não seja AGORA. O tempo só existe como um conceito. Apenas ao pensar o passado ou ao imaginar um futuro pode-se dizer que há passado ou futuro. Apenas no pensar. Um conceito... A vida só se dá agora. E é anterior ao pensar. Antes de se elaborar o pensamento “eu sou”, você já é. Antes de dizer-se ”estou fazendo, querendo, sentindo” etc, já o está! Dê-se conta. Reconheça.



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